Conscientização Profunda

 
Conscientização Profunda

Conscientização profunda é o estudo para o desenvolvimento intelectual e espiritual do indivíduo de forma lógica e rápida.
Todos dizem que precisamos nos conscientizar a cerca de vários aspectos, mas primeiramente precisamos ver o que nos impede de estarmos conscientes, a causa da nossa ignorância ou cegueira para fatos que deveriam nos parecer óbvios. Estudando profundamente sobre o assunto achei as seis causas de nossa maneira inconsciente de agir. Talvez você ache que estejam faltando mais causas, mas elas se complementam como verá a seguir, são elas: amor, religião, superstição, egoísmo, ambição e vícios.
Fora o amor e a religião que possuem os lados bom e ruim, os demais só possuem lados negativos, estude as tabelas e tire suas próprias conclusões, elas são divididas em causa, efeito e prováveis consequências.





Causa: EGOÍSMO

Efeito: vaidade, ódio, antipatia, prepotência, orgulho, ambição, avareza, oportunismo, desejo, mentira...

Prováveis consequências: vingança, preconceito, competitividade, brigas, traições, inimizades, solidão, depressão, vícios, assassinato, sofrimento, angústia, ilusão...

egoísmo almeja o poder
egoísmo é diferente de solidariedade
a cura para o egoísmo é o caminho inverso: solidariedade, caridade



Causa:AMBIÇÃO

Efeito: prepotência, ganância, inveja, ódio, egoísmo, oportunismo...

Prováveis consequências: solidão, depressão, roubo, consumismo, assassinato, desejo, mentira, ódio, vícios, dívidas, sofrimento, loucura, angústia, ilusão...

ambição almeja o poder
ambição é diferente de simplicidade
a cura para a ambição é o caminho inverso: simplicidade, humildade


Causa: RELIGIÃO

Efeito: medo, fanatismo, preconceito, ilusão, ignorância...

Prováveis consequências: ódio, assassinato, paixão, flagelo, destruição, morte, loucura...

religião almeja paz, equilíbrio, pelo lado ruim, o poder, por parte dos dirigentes e o egoísmo por parte dos fiéis
religião algumas vezes é diferente de compreensão, esclarecimento.
a cura seria o caminho inverso, adquirir conhecimento, estudos, reflexão e equilíbrio.

Causa: AMOR

Efeito: desejo, paixão, ciúmes, ilusão, possessão, patriotismo...

Prováveis consequências: ódio, raiva, fanatismo, assassinato, chauvinismo, depressão, vingança, preconceito, prepotência, destruição, vícios, loucura, morte...

amor almeja felicidade, pelo lado ruim, o poder (obsessão)
amor algumas vezes é diferente de razão, como sentimento deveria significar acima de tudo respeito e tolerância. Sem respeito, não existe amor.
a cura seria o caminho da razão, da paciência, reflexão por um tempo indeterminado, ocupar o tempo com algo que lhe dê prazer e seja construtivo
Causa: VÍCIO

Efeito: dependência, prepotência, manias, ilusão...

Prováveis consequências: mentira, dúvidas, sexo, drogas, jogos, preguiça, comodismo, gula, ignorância, destruição, vergonha, humilhação, doença, traição, dívidas, roubos, morte...

vício almeja felicidade, prazer e também o poder
vício é diferente de equilíbrio
vício é uma fuga da realidade, a cura é o caminho do equilíbrio, com o trabalho, auto conhecimento, estudar e descobrir suas habilidades, buscar, enfim uma realidade mais divertida e construtiva


Causa: SUPERSTIÇÃO

Efeito: ignorância, manias, medos...

Prováveis consequências: mentiras, dúvidas, vícios, incapacidade, loucura...

superstição almeja mais sorte, consequentemente mais poder
superstição é diferente de conhecimento
a cura é o estudo, buscar conhecimento, esclarecimento e equilíbrio.


A diferença entre ambição e egoísmo é que o egoísta quer preservar seu objeto a qualquer custo, enquanto o ambicioso quer um objeto a qualquer custo.




A ignorância é a causa de todo mal, seu contrário: conhecimento. Confúcio teria dito que o conhecimento é a chave de toda virtude. Se o homem sabe o que está errado, e sabe o mal que isso pode causar, evita-lo-á
Concluindo, todos estes fatores, ou causas, almejam uma única coisa no final de tudo: o poder.
Avaliando melhor o que seria o poder: Ter poder, acima de tudo é ser respeitado, o respeito que pode ser conquistado de maneiras bem menos severas e trabalhosa, como respeitar e ser respeitado ou ser bem educado com seus semelhantes. As pessoas às vezes nem querem ser amadas, mas exigem respeito, que ouçam suas ideias, que compreendam seus sentimentos. E, em muitos casos, ouso dizer, que o respeito supera até o amor, a palavra amor está muito desgastada, usam-na para qualquer coisa e tantas vezes seguidas que quase não significa mais nada. Não sou contrário ao amor, o amor é um sentimento sublime, o único problema é que o homem moderno o vulgarizou, interpreta-o de acordo com o que lhe convêm e não como um sentimento puro, único. Hoje em dia amor é toda expressão irracional de sentimento que a pessoa tem, ou seja, de algo que ela goste muito a princípio, mas não sabe porque, e assim determina que ama aquilo seja lá o que for. É óbvio que com o tempo o sujeito perceberá que não ama tanto assim aquela coisa, mas como já disse que amava agora vai ter que amargar sua convivência com algo do qual não gosta mais, até que admita que não ama mais determinada coisa. O sujeito entra em conflito consigo mesmo, causando um desequilíbrio que pode se estender por toda a sua vida.
Por amor se mata, por amor se corrompe, por amor à pátria se faz a guerra, é só dizer que é por amor e é tudo permitido, uma palavra simples mas mal interpretada, não haja dúvidas sobre isso. E todo mundo acha que sabe o que é o amor, isso é muita pretensão, porque, na maioria das vezes o que se sente é uma obsessão, em alguns casos desmedida. Amor é humildade e renúncia, não é algo devastador, é algo construtivo. Enquanto não estamos preparados para sentir o amor incondicional, o melhor a fazer é nos respeitar mutuamente, esses são os primeiros passos para a civilidade: primeiro o respeito, segundo passo: o amor. Tanto é que quantos casais já juraram amor eterno diante do altar na igreja e depois estavam separados e se odiando, o tal do amor eterno acabou? Falta conscientização aqui, se o amor é eterno então como pode acabar? Que comprometimento é esse? A vida toda será uma farsa? É bom repensar o modo como a sociedade vê o amor, valorizar a humildade e a renúncia ao orgulho e acima de tudo se relacionar com respeito, aos poucos se saberá se é amor mesmo. Amar ao seu inimigo. Esta frase pode significar um monte de coisas, algumas até inconvenientes, mas quando se diz: Respeitar ao seu inimigo. O sentido é outro, claro que não há ternura nem uma proximidade mais íntima, mas para haver paz não é preciso mais que respeito mútuo. O significado é mais imediato e satisfatório para as duas partes em conflito, que estão muito longe de se amarem, afinal amor exige sacrifícios, respeito já não, tem o mesmo efeito e é mais fácil de se aceitar. Deve-se tomar cuidado com as ações que são feitas em nome do amor, por que na maioria das vezes são ações impensadas e catastróficas que mereciam antes um momento de reflexão, a reflexão é sempre o melhor a fazer antes de tomar uma decisão que pode abalar a vida de uma ou mais pessoas. Por exemplo, se você disser que é capaz de assaltar um banco por causa de uma mulher, então você está com sérios problemas. Quando se abandona os princípios de caráter por uma causa exagerada ou mero desafio apenas para provar alguma coisa que não se prova, como o amor, então isso vai gerar problemas. As pessoas precisam entender que amor não se prova, se sente e pronto, o simples fato de querer por isso em prova já denota claramente que não existe mais amor, mas um jogo onde as duas partes sairão perdendo. A parte amada e a que quer ser amada.
Todo sentimento negativo que temos é porque nos sentimos de alguma maneira desrespeitado, ou também porque faltamos com respeito. Tudo isso e muito mais são formas de faltar ao respeito: chegar atrasado, brincadeiras estúpidas, fazer barulho em demasia, desafiar aos outros, colocar defeitos, etc... Estudando um pouco mais o assunto podemos notar que quem quer ser respeitado quer ser notado também, há uma carência afetiva muito grande em todos nós aqui, como crianças grandes todos querem agradar mais do que ser agradado. Talvez esteja aí o objetivo da humanidade inteira: respeitar e ser respeitado, amar e ser amado, como São Francisco de Assis já pregou em sua oração.
Basta que aperfeiçoemos este pensamento e consigamos aos poucos nos desligar de paradigmas que não nos levam a desenvolvimento algum. A infelicidade do homem consiste em ele estar o tempo todo querendo se impor ao seu semelhante, ele só tem como objetivo superar o outro em qualquer situação. Isso o desgasta, o enfraquece, tornando-o um estúpido.
Voltando ao foco da questão que é sobre a conscientização, o seu maior inimigo não é preciso dizer é a ignorância, a preguiça de pensar, e o medo são na maioria das vezes o princípio de todo o mal.
Conscientizar é perceber que algo está errado, e questionar de todas as formas para chegar numa conclusão óbvia e satisfatória. Mas para fazer questões é preciso uma boa dose de coragem, ou seria melhor dizer humildade, porque a partir do momento em que percebemos que estávamos cego num determinado assunto já é meio caminho para se conscientizar, e perceber isso, não é uma atitude fácil, tem uma série de fatores envolvidos: caráter, preconceito, fanatismo. O que quero dizer é que é preciso muita disciplina, força de vontade, estudo, conhecimento e usar a cabeça é o caminho mais fácil para se adquirir essa consciência, o outro é o sofrimento, e nem sempre ele é eficaz.
Como se viu na tabela, as causas que nos cultiva a ignorância levam ao sofrimento dos mais variados, é a lei da causa e do efeito, e acrescentei para melhor esclarecimento as prováveis consequências, que são inevitáveis se não percebidas a tempo, por isso é necessário a humildade, perceber o caminho que está correndo e voltar enquanto é tempo, e usar do respeito para ser respeitado, porque o poder além de não durar para sempre, nunca o satisfará por completo. É como a felicidade, são momentos, quando se quer perdurar a felicidade ou o poder, acontece o desequilíbrio: egoísmo, ambição...
Um dos maiores desafios do homem é entrar na mente alheia e poder modificá-la, ou fazê-la compreender algo óbvio, mas esta mente está tão apegada a crenças e superstições, ou presa na ambição de determinado objetivo, perdida num vício qualquer, apaixonada de forma tão eloquente que esquece até sua dignidade, enfim, para a pessoa se conscientizar é preciso que ela esteja pré disposta a isso, livre de qualquer preconceito, mas também deve estar o tempo todo questionando as novas ideias e percebendo sua lógica.
O iluminismo foi um marco histórico porque colocou em foco a importância da razão numa época, séc. XVII, em que os ideais da religião imperavam com toda sorte de superstições, levando o homem cada vez mais a ignorância. Nos dias atuais, não são apenas a religião e as superstições que mantém o homem na ignorância, mas também o egoísmo e a ambição, fazendo querer cada vez mais sem dar importância aos outros e ao seu próprio caráter, o vício com toda sorte de comodidades que ele diz trazer, não em benefícios mas em prazeres, todos eles infrutíferos, diga-se de passagem, e o amor que como já foi dito desgastou seu significado, sendo a palavra usada para cativar, enganar, usar num sentido que pareça mais amplo do que realmente é.
Tentar explicar o que é a conscientização profunda é mais complexo do que parece, uma das razões é que ninguém pensa de forma semelhante, por isso foi que achei algumas formas de deixar essa linha de raciocínio mais fácil de ser compreendida:
Estar consciente de forma profunda não implica que possa ter razão em tudo, mas uma percepção melhor. Quem alcança esta consciência tem que ter humildade de reconhecer os seus defeitos e tenta a todo tempo melhorar. Só o fato do indivíduo achar que sabe de tudo, já denota seu estado inconsciente, o sujeito não percebe a barreira do orgulho que o cega para horizontes mais amplos, ao reconhecer com humildade ele descobrirá que só tem a ganhar, pois fica mais fácil aprender a lição quando se sabe dos pontos fracos, que já foram ditos como as causas da ignorância.
Transformar um assassino psicopata numa pessoa normal, um orgulhoso numa pessoa mais humilde, um tarado sexual numa pessoa mais equilibrada, uma pessoa avoada numa outra mais concentrada, tudo depende primeiramente da disposição da pessoa, analisar a intensidade do prazer que ela tem com seus vícios ou manias e fazer o próprio questionar se vale a pena tal atitude, até que ela perceba o seu estado inconsciente e que ele é prejudicial para viver em harmonia em sociedade. É um trabalho exaustivo, mas é possível, não com ameaças, mas enfraquecendo o lado prejudicial e valorizando o lado racional, produtivo da pessoa, onde há futuro para amizades, conhecimento, bem-estar, prazeres não mais intensos, mas puros, que satisfazem sem culpa.
Conscientização profunda é a disposição do ser de auto questionar-se, e procurar respostas para suas dúvidas, perceber suas dúvidas é um grande impulso para a sabedoria. Questionar-se e ter capacidade de se avaliar com a mesma facilidade que lhe convém quando avalia ao próximo. Procurar respostas em livros, amigos ou com você mesmo é um exercício dos mais valiosos, pois com certeza haverá uma grande mudança a cada questão posta e a procura de sua resposta.
Um dos objetivos deste estudo é mexer com o cérebro dos outros, não é fazer uma lavagem cerebral, pelo contrário, é tentar fazer com que esta maravilhosa máquina de pensar chamada cérebro comece a funcionar sozinha. Só assim podemos terminar com a intolerância do fanatismo religioso, causado por mentes fracas que se apegam mais ao medo da punição iminente do que das palavras de solidariedade, é o egoísmo puro. Para esses fanáticos é preciso mostrar de forma gradativa com questões simples as incongruências das suas ideias e de sua crença. Que está sendo manipulado para agir a favor do interesse de terceiros.
Questionar, esta é a palavra chave para se adquirir uma conscientização mais profunda, fazendo uma auto analise dos seis principais fatores das causas da inconsciência, assumir seus erros e mais importante ainda se comprometer a consertá-los é um passo grandioso, a partir de então é procurar estudar bastante os mais variados assuntos, ter a mente livre para assimilar com muito mais facilidade todo o conhecimento que necessita. Pois a sua capacidade de raciocínio se amplia de maneira grandiosa.
Pessoas presas em qualquer tipo de vício dificilmente podem ter uma consciência profunda, são escravos do desejo incompleto, não se satisfazem e nem nunca se satisfarão porque estão presos em regras, crenças e desejos, uma série de fatores que na verdade não possuem sentido óbvio algum, não são construtivos, muito pelo contrário, destroem o corpo, a alma, as amizades, a família e fazem perder tempo. Fora quando o vício tem a intenção de narcotizar, deixar meio inconsciente, é sinal claro de medo da verdade, da vida, de responsabilidades. Ser consciente implica ter condições para enfrentar qualquer situação com força de caráter, razão e justiça. Viciados tem suas vidas limitadas a um estilo de vida que é ditado pelas suas vontades absurdas, inconscientes, com isso danificam sua própria saúde, perdem oportunidades valiosas que com a força do pensamento, tendo uma opinião forte poderiam se ocupar com coisas mais produtivas e estudos de matérias mais edificantes.
Umas das coisas que algumas religiões fazem, e nós também fazemos com os outros é inventar um medo para controlá-los. Um exemplo é quando perdemos o controle ou queremos mandar numa criança, brincamos com sua imaginação e inventamos uma série de medos e com esse medo realizamos nossas vontades esquecendo-se completamente das vontades da criança que ameaçada vai com o tempo adquirindo cada vez mais medos e consequentemente ficando mais ignorante. Assim é com algumas religiões, como Tales que lentamente tirou de sua mente, os deuses, assim pode ganhar o céu e considerar as estrelas pela primeira vez na história, como objetos naturais, feitos de terra e de fogo. Foi ele o primeiro a descobrir que, quando a lua, não deusa, mas apenas conjunto de matéria, se coloca entre a terra e o sol, verifica-se um eclipse. Libertado da ignorância da religião e superstição Tales pode ver o que era óbvio, o que antes ninguém sabia, hoje para todos é um fato concreto, e apenas o estado inconsciente é que impedia isso. Quantas coisas que ainda não percebemos e que são tão óbvias quanto um eclipse? É questão para cada um de nós fazer uma reflexão, como Freud tinha como princípio de seus métodos, poucos eram convenientes, diga-se de passagem, que pouco a pouco a atenção do paciente se concentrava sobre a origem fundamental da própria perturbação, ou seja, seu sentimento esta ligado numa das seis causas da ignorância.
Para a conscientização profunda é fundamental e lógica a existência de um ser superior que criou e ainda controla todo o universo que funciona e é mantido por essa inteligência muito mais superior que o próprio homem, que ao que tudo indica é mero instrumento de sua genialidade. Explicar a existência de Deus é mais fácil do que ignorá-la, já que é mais que óbvio que Este é o regente e criador da natureza, este mecanismo perfeito sempre em atrito e concorrência com o homem. Idolatrar a Deus não é uma atitude inteligente pois para esse ser que criou tudo não faz a menor diferença nossas oferendas ou idolatria, não temos nada a oferecer a não ser o nosso mais sincero respeito pela sua criação. Perguntaram a Jesus qual seria o maior mandamento, ao que ele respondeu: “Amar a teu Deus sobre todas as coisas e o segundo é amar ao próximo como a ti mesmo.”
Amar é acima de tudo respeitar, Deus é tudo que provem da natureza: o céu, as florestas, o mar, as estrelas, os animais, nós mesmos, o ar que respiramos, preservar e respeitar tudo isso é amar a Deus. Nos preservar, respeitando nossa saúde e os limites do nosso corpo, alimentando-se adequadamente, respeitando o corpo alheio e a saúde dos outros, preservar o meio ambiente, enfim tudo isso é que resume o que Jesus nos disse, a interpretação de adorar estátuas ou doar dinheiro a sacerdotes, isso foi invenção dos homens, é só pesar as duas questões e perceber qual delas seria mais valiosa a Deus? Respeitar a sua criação e conviver em harmonia com ela ou ficar horas a fio ajoelhado diante de uma imagem e juntando dinheiro para construir mais templos para arrecadar mais dinheiro?
Para mim, quando mexo na terra, o contado com a própria terra, com as plantas que cuido, dos animais que cuido e observo, afago, converso e brinco, respirar o ar da manhã com gosto, saboreá-lo enquanto me espreguiço deliciosamente, admirar o sol nascendo saindo das águas do mar ou quando ele se põe e observar todas as matizes que refletem nas nuvens e no céu que aos poucos começa a se encher de estrelas, o brilho forte da lua cheia, o canto dos pássaros pela manhã, o barulho das noite dos grilos e dos cães que latem a qualquer ruído, o brilho dos vaga-lumes, o trabalho das abelhas e formigas... tudo isso quando se percebe, quando você esta consciente do valor de cada gesto, cada fenômeno natural, quando você está respeitando toda essa inteligência, você pode sentir o poder, uma energia de bem estar invadindo o seu corpo, nesse momento entendo que estou sendo abençoado por Deus, apenas por estar prestigiando sua obra, respeitando-a e agradecendo a Ele por sentir-se bem e amar a tudo aquilo, e percebo como é diferente o contrário, de quando desejamos por exemplo: um carro, o que sentimos é ansiedade, não é um bem estar, e quando o possuímos a sensação é de poder, mas não dura muito porque logo tem alguém com um modelo melhor, preocupação com os ladrões que podem roubá-lo, o tempo passa e aparecem os problemas mecânicos, egoísmo, inveja, etc...


Quando você pensa no carro, ou outro objeto qualquer, sua mente só está voltada para aquele objeto, não esta aberta para novas ideias e oportunidades. Mas quando você pensa e admira a grandiosidade da criação divina sente a cabeça aberta e além de esquecer seus problemas, começa a aparecer de forma espontânea suas soluções, é óbvio, você está abençoado, e está pensando da forma mais consciente possível, é um ótimo momento para resolver seus problemas ou perceber que eles podem se resolver sozinhos, o que acontece na maioria dos casos é que não existe problema algum, é tudo imaginação. Buda já dizia que a causa da dor é o desejo, que induz a renascer e a continuar a desejar e a sofrer. Só basta sairmos deste círculo vicioso.
Como penso que não estamos aqui por acaso e que cada um deve dar sua parcela de colaboração para melhorar o mundo, ou melhor dizendo, a nossa convivência, com nós mesmos e a natureza. Pensando nas guerras, na maneira exagerada que as pessoas se apegam as suas opiniões, tornando cada amigo que pense ao contrário de ti, um monstro, Voltaire escreveu isso, e nunca esteve tão certo.
Para ser mais objetivo, e talvez até mudar um pouco o assunto. Queria entender aquele impasse entre israelenses e palestinos, para mim é um absurdo como para a maioria das outras pessoas que esses dois grupos briguem durante tanto tempo, sem que não tenha ninguém neste mundo imenso que não tenha uma ideia para solucionar esse problema. Pensei nas razões de cada grupo, além das ideológicas, também nas razões sentimentais, que tanto uns como outros já mataram parentes de ambas as partes, uma mãe morta, um filho que antes corria, brincava e foi destroçado por uma bomba, mulheres estrupadas, famílias separadas, e uma infinidade de outras catástrofes causas pela guerra, sei que a guerra é horrível, não preciso conviver em uma para saber disso, entendo a raiva e posso até senti-la se quiser, a dor de uma perda, a vergonha, humilhação e todo sentimento que isso possa acarretar. Fazendo uma analise sobre isso a primeira coisa que me veio a mente é que eles precisavam ambos os povos se conscientizar, mas se conscientizar do que? Da estupidez da guerra, eles sabem que a guerra é estúpida mais que qualquer pessoa no mundo. Julguei então, que seria uma questão de tempo, mas para ser uma questão de tempo algo tem que desenvolver, como uma semente, uma ideia que vai crescendo: o perdão. Não é fácil perdoar, imagino os dois lados, não apenas deste conflito mais de muitos outros em diferentes lugares do globo, e a única coisa que pude definir é que para se conviver em harmonia, é como já disse anteriormente: respeitar, cada um seu espaço e suas culturas, tomar cuidado para que não exponham de forma exagerada suas culturas, mas de maneira mais reservada, deste jeito respeitando a cultura dos outros também, porque percebi que muito do preconceito entre os povos, pessoas de cores diferentes, religiões, lugares, o preconceito está mais basicamente na cultura de cada um, e o desrespeito a essa cultura, seja ela qual for, que sempre acaba em conflito. Lembrando que há três tipos de cultura, a do conhecimento, a das tradições e a folclórica, a das tradições é onde se encaixa a religião e a folclórica o ramo das superstições, nem é preciso dizer que precisamos saber separar esses tipos de cultura, para começar pelos financiamentos do governo que deveria apoiar somente a cultura do conhecimento, porque as outras duas culturas não englobam uma maioria e também porque não acrescentam progresso, só retrocesso.
Como a parte da cultura é baseada em rituais religiosos, tenho a opinião que por respeito a crença de cada um, elas deveriam todas serem realizadas da forma mais reservada possível, respeitando assim a individualidade de todos, sem causar conflitos e ódios por divergências de opinião. Muitas religiões não respeitam a individualidade e a crença dos outros, elas impõe suas crenças como tradições, mudam calendários, usam de som alto e festas para chamar a atenção, enfim, penso que se fossem mais discretas mas sinceras no respeito, os conflitos não existiriam, porque a religião nada mais é que uma filosofia, filosofia é o pensamento de cada um, e a individualidade que é o que deveria ser respeitada e não é. Toda cultura ou comportamento dita o caráter de um povo, por isso há o preconceito, o jeito de se vestir, usar adereços, se comportar é o que mais descrimina os povos uns dos outros e isso tudo faz parte da cultura de cada um, que a idolatra, mas quando se fala da cultura de outros povos, acontece ao contrário, ela é julgada nos mínimos detalhes. Existem milhares de culturas, e todas já foram desrespeitadas, porque de alguma maneira elas se impuseram. Uma maneira diferente de se vestir demonstra um tipo diferente de cultura, mas também é uma agressão aos outros, porque está impondo sua cultura para o outro que por alguma razão não quer aceitar aquilo, a imagem o faz sentir tolhido e por isso sente um desprazer grande por aquele tipo de cultura. Não acho que as pessoas devam andar todas iguais, mas é preferível que elas sejam mais discretas e os outros mais tolerantes, quando quiserem expor sua cultura não fazer de forma agressiva, isso realmente não é necessário. Quando quiserem, que marquem, então, um lugar adequado com pessoas da mesma ideologia para exporem sua cultura. Embora o correto é a cultura ir se extinguindo aos poucos, isso é natural com o passar do tempo, mas só não acontece por pura teimosia de alguns que se dizem cultos e promovem eventos e datas comemorativas para não deixar morrer algo que já deveria estar morto e fosse encontrado apenas em livros de historias. Se é para resgatar nossas raízes, então porque também não fazemos aqueles rituais de sacrifícios, degolando jovens virgens para deuses vingativos? Bem, mas voltando aos conflitos políticos e religiosos. Onde os homens perdem a razão para satisfazer seus orgulhos imensos, mas vazios como um balão de ar. Pensando nesses impasses, além de tudo culturais que comecei a pensar sobre conscientização profunda, e durante as pesquisas me esbarrei no Iluminismo, que a princípio tem como base o racionalismo, individualismo e liberdade absoluta do homem. Na verdade o que me levou a uma reflexão mais profunda sobre o assunto foi um dia depois da morte do papa João Paulo II, e percebi que lugar estranho é esse em que vivemos, e a causa disso são os homens e suas crenças. Assistindo ao noticiário vi uma senhora de óculos verdes comentando sobre a morte do papa, relatou o que o papa significava para ela e por fim disse: “...que Deus dê a ele o descanso eterno.” Sem conseguir mais controlar a emoção a senhora chorou. O que naquele momento me chamou a atenção foi o poder daquela frase, e o fato de que a morte do papa, pelo homem santo que ele foi tinha um único merecimento: o descanso eterno. Isso no entender daquela pobre senhora, mas fico imaginando a razão dela chorar: era pelo papa? Ou por ela mesma, mísera pecadora?
Apesar das promessas da igreja o tal do descanso eterno parece não satisfazer nem mesmo seus fiéis mais assíduos, a espera por essa recompensa não parece compensar toda uma vida de virtuosidade. Alguns dizem também que depois da morte viverão no paraíso, mas isso é tão difícil, há tantas regras para cumprir, que a maioria prefere desistir antes mesmo de tentar. O fato é que esta pobre senhora aceita essas crenças que foram passadas para ela por seus pais, avós, padres, a comunidade, e ela sabe que se ousar pensar ao contrário já está comprometendo toda a sua carreira até então imaculada, por que já disseram a ela que o pecado acontece até mesmo em pensamento, desta forma a igreja e grande parte das religiões controlam essas pobres criaturas até pelo pensamento, hipnotizando-as, e isso é extremamente cruel para bilhões de pessoas. Uma outra parte dessas pessoas procura aproveitar o máximo da vida cometendo loucuras e outra fica fechada no ostracismo, ou como quiser num egoísmo disfarçado. Não podemos também nos esquecer que as religiões tem o lado bom, porque controlam uma massa muito grande de pessoas incultas que poderiam agir de maneira bárbara contra seus semelhantes e contra o próprio planeta, já que não teriam um momento de reflexão para avaliar qualquer atitude bestial. Enfim, a religião é um mal necessário, pelo menos para as pessoas que não aprenderam a usar do bom senso como principal regra de vida.
Ainda analisando esta pobre senhora, que se pensar qualquer coisa contrária a sua religião, teme que aconteça alguma desgraça consigo, como ficar cega, paralítica, ou qualquer outra desventura. Presa pelo medo, passará a vida toda com a mente conturbada e não percebendo as infinidade de coisas boas que pode fazer para o mundo ao invés de ficar pensando apenas nela mesma e como os outros são maus. Como já vimos a maior causa do inconsciente coletivo é o medo da morte. A discussão sobre determinado assunto é evitada a todo momento, uns batem na madeira, outro preferem aproveitar a vida ao máximo cometendo excessos. As pessoas tem medo de usar a imaginação, o pensamento reflexivo, o raciocínio e preferem se apegar a superstições e medos para encarar assuntos verdadeiramente interessantes. Por que passar uma vida inteira com medo e na ignorância? Sempre procurando alguma desculpa e prazeres insaciáveis para fugir de soluções práticas que mudam completamente nossas vidas com uma forma diferente de pensar. Mas o medo de mudar também existe, é engraçado porque as pessoas vivem desafiando o medo, escalam montanhas, pulam de precipícios presas num elástico, correm a velocidades altíssimas mas esquecem que o verdadeiro desafio é o medo que está no nosso pensamento, fugir do estado hipnótico que a maioria de nós está preso é o maior e mais compensador desafio. Só o fato de perceber tudo com mais clareza, mais inteligência já é o começo de um caminho que de agora em diante leva cada vez para mais descobertas, mais sabedoria e mais liberdade.


Tentar consumir o máximo do planeta é um sinal do medo da morte e também de um sentimento egoísta terrível. Pessoas assim estão presas num desespero que só acaba quando acontece alguma desgraça ou se conscientizam do mal que estavam praticando. Ser menos egoísta e pensar mais no planeta e na humanidade, pensar no próximo como seus filhos, e querer deixar alguma coisa para eles é sinal de sabedoria e bondade.
Algumas linhas adiante pretendo contar como foi que despertei para o lado consciente a respeito da religião, será como um exemplo de como o questionamento funciona para que percebamos o que estava nos intrigando e com o próprio raciocínio busco minha liberdade de pensar. Pois como todo mundo, nasci neste mundo onde o medo e a preguiça de pensar prevalecem, e o emocional impera da maneira mais irracional, só quero deixar claro que minhas opiniões aqui não tem como objetivo degradar nenhuma religião, quero apenas explicar uma linha de pensamento, para dar um exemplo de como o desenvolvimento racional funciona.
Sempre fui muito contestador, como nunca fui uma pessoa com tendência a maldade, assim como minha família, aceitei a religião católica com a qual fui batizado, mas um pré adolescente não tem muito paciência com as cerimônias, e a igreja católica tem muitas cerimônias.
Nas missas o que mais gostava era dos cantos, já que os sermões eram monótonos, mas mesmo assim, não podia deixar de prestar atenção neles e foi assim que surgiram as primeiras de muitas dúvidas.
Como qualquer criança tinha medo da morte e só de pensar nela sentia uma angústia tremenda que achava melhor nem pensar no assunto, na igreja não explicavam coisa alguma sobre a morte, ou pelo menos as explicações não me satisfaziam porque me levava a crer que eles sabiam ainda menos. O descanso eterno ou o fogo do inferno, não sabia qual dos dois era o pior. Decidi ler o novo testamento para ver se ali achava as minhas respostas, os quatro evangelhos sobre a história de Jesus, os atos dos apóstolos, as cartas e o apocalipse. Foi bastante interessante as quatro versões da vida de Jesus. Os atos e as cartas não achei interesse algum. O apocalipse então já naquele tempo achei uma invenção absurda dos tempos da inquisição, uma história para impor o medo, e desta forma controlar um maior número de pessoas, porque prever coisas que acontecerão é fácil quando descrita de forma imprecisa ou misteriosa. Ainda pouco esclarecido comecei a perceber outros enganos nas cerimônias religiosas: quando os israelenses cansaram de esperar por Moisés e resolveram juntar suas joias de ouro para fazer uma estátua de um cordeiro e adorá-lo, pensei que já a partir daquele momento tinha ficado decidido não adorar a imagens, e o que acontece é exatamente o contrário, estátuas melancólicas são mais que adoradas, às vezes, são até atribuídos milagres a elas. Cultos ou rituais mecanizados, celebrações repetitivas a exaustão perdem o sentido depois de algum tempo e entediam os fiéis, que ficam cada vez mais indiferentes. O certo é explicar o evangelho de forma clara e objetiva, sermões curtos para o entendimento geral, não um palavreado complexo, comprido e que muitas vezes desvia do assunto principal apenas para mostrar a inteligência ou a opinião do sacerdote. Riquezas espalhadas pela igreja, imagens, decorações suntuosas, ouro, prata, pedras preciosas, madeiras raras e entretanto nas escrituras diz que é muito difícil um rico entrar no reino do céu? Está claro que o fiel deve doar suas riquezas e trabalhar para sustentar o luxo da igreja, que está imune da punição divina. E ainda mais essa ideia de beber vinho, ao dizer que Jesus tomou o cálice, depois partiu o pão... acho que há necessidade de um estudo mais profundo neste ritual, muitos se afogam no vício da bebida com a desculpa de que até Cristo bebia, porque então eu não vou beber? Como prego sobre a consciência profunda acho que qualquer forma voluntária de causar a inconsciência deve ser repensada.
Confessar, se a igreja diz que podemos conversar com Deus, por que, então, usar um intermediário para contabilizar as nossas faltas, será que precisam de alguém para fazer o papel de nossa consciência? Não é melhor exercitarmos a nossa consciência com aprendizados do que nos submeter a este ridículo espetáculo que é a confissão? Rezar meia dúzia de pai nossos apaga todo os nossos pecados e ficamos puros novamente, a reza mecanizada não apaga pecado nenhum, mesmo porque não existe pecado. Esse método medieval de confissão não é eficaz porque não doutrina o fiel, só o pune e o “redime” sem conscientizá-lo.
As preces que a maioria faz de maneira mecanizada, repetem até a exaustão é um exercício de efeito inócuo, esquecemo-nos de que estamos conversando com Deus, que nos conhece como ninguém, não podemos enganá-Lo com promessas que nem nós mesmos sabemos se algum dia cumpriremos, o que é válido é ser o mais sincero possível, analisar mentalmente suas atitudes e erros para procurar corrigi-los e não repeti-los mais, sendo sempre humilde, caridoso e trabalhando bastante.
Como qualquer pessoa já passei por extremos, e julgando-me entre a vida e a morte resolvi fazer uma promessa, mas naquele momento de extrema dor a minha razão parecia desperta, tanto que achei um absurdo fazer uma promessa. Não fazia sentido nenhum sacrificar-me para buscar o perdão ou um milagre divino, pensemos então porque Deus iria querer me ver sofrer ainda mais fazendo algum sacrifício, danificando o corpo perfeito que Ele me deu? Por que estaria eu punindo na carne? E punindo o que? A promessa não fazia sentido, e comecei a ter piedade de todos os pobres infelizes que maltratam seu próprio corpo achando que assim estão agradando a Deus, quando na verdade estão é desgostando-o com o seu martírio sem sentido. Mal acabei está reflexão estava fora de perigo, instantaneamente bom e excitado com esta reflexão pois eu sabia que tinha descoberto algo, mas não tinha certeza ainda do que. Sou da opinião de que a igreja precisa de algumas reformas urgentes, e entre essas reformas estaria o esclarecimento de seus fiéis para que parem com esse ato atroz de pagar penitência, que nada mais é que um espetáculo sangrento dos mais irracionais, esclarecer que essa pratica só prejudica o corpo e é totalmente indiferente a Deus. Se quiser fazer algo que agrade a Deus, que façam um trabalho voluntário num asilo, orfanato, presídio, ou tapar buracos nas calçadas, carpir e limpar terrenos baldios, limpar um rio, enfim que faça uma caridade que não menospreze a inteligência divina, pois brincar com a inteligência de Deus o único que sai perdendo é você mesmo.


O estado de consciência profunda requer exercícios de reflexões fortes, como por exemplo pensar sobre a morte ou coisas que causam ao indivíduo certa fobia. Com o pensamento, deve romper estas barreiras, e tentar não se iludir com fantasias improváveis, mas primeiramente aceitar os fatos com o máximo de naturalidade possível, independente de qualquer que seja sua religião, alias é por causa do medo da morte que a maioria procura um amparo espiritual, ou uma religião, e transformam esse medo em promessas que nunca ninguém poderá comprovar enquanto vivo, a única alternativa dada ao indivíduo é crer naquilo que é imposto. Analisemos então sobre a morte, como disse Jesus, devemos confiar em Deus, como criador tem tudo sobre controle, há um equilíbrio perfeito na natureza onde tudo nasce, vive, morre, renasce e assim é também com o homem, se não houvesse esse ciclo, com certeza haveria um caos, pois não haveria renovação, tudo ficaria eternamente na mesma situação, o que as vezes é até impensável, o universo teria que ser totalmente diferente e não tenho ideia de como seria o ciclo natural das coisas num ambiente onde tudo dura por toda eternidade. Como seriam as árvores? Afinal elas existiriam? Não parariam de crescer nunca?
Como não há outro recurso devemos aceitar a morte com naturalidade, eis aí a necessidade então de confiar em Deus, se tudo funciona com sincronismo na natureza, porque não confiar também no processo da morte, que com toda certeza deve também ser satisfatório? Acreditar ou não em reencarnação? Se a crença for de que há um progresso constante no desenvolvimento intelectual do indivíduo, sim. Caso contrario não faz sentido reencarnar infinitas vezes. Pois na vida todos nós nos desenvolvemos até a hora de nossa morte, aprendendo de tudo na vida como forma de tornar mais fácil nossas relações com outros indivíduos como também para a nossa sobrevivência.
Acredito que o medo da morte está no seu mistério, dizem que a única certeza que temos é que algum dia vamos morrer, mas ninguém tem uma prova que seja concreta, ou que faça qualquer pessoa de qualquer religião saber exatamente como é depois da morte e dizer: então é isso! Esse mistério faz parte do plano de Deus, pois aí está a verdade, e repito mais uma vez: ter fé é confiar em Deus. Acreditando no espírito fica mais fácil confiar em Deus, se existe espírito? Como provar? Pois eu te digo que provar é difícil, mas cada um de nós já teve sonhos, enquanto nosso corpo dorme nosso espírito se liberta e vivemos experiências não muito diferentes do que quando estamos acordados, muitos podem dizer que tudo é imaginação, que é o cérebro que cria esses sonhos com informações que ele tem, não digo que está errado, mas embora não tenhamos controle algum de nossos movimentos no sonho como quando estamos acordados, comprovamos que existe um mundo diferente aqui, e os nossos pensamentos e nossa capacidade de imaginar? O sonho não é um fato concreto mas todos nós sabemos que existe, assim como o pensamento, podemos pedir para uma pessoa ler um livro e depois contá-lo ou dizer sua opinião a respeito e vemos então que está pessoa pensa, tem memória, raciocina. Temos então provas do pensamento, algo abstrato, porque além de sentirmos tudo isso as outras pessoas também nos confirmam, e todas elas pensam, sonham e usam da imaginação para criar. Não é concreto, mas existe. Penso que apenas sabendo disso já podemos acreditar que a morte não é o fim, o espírito existe e isso está no instinto de todos nós. Mas independente de crer ou não em vida após a morte, a consciência se aplica que devemos nos dois casos agir sempre com bom senso, sem querer tirar proveitos e vantagens de qualquer situação, mas agir com respeito para conviver num mundo melhor, para nós mesmos e com os outros.
Chegamos a parte dos exercícios de concentração, quando você tem uma preocupação, dificilmente consegue tirá-la da mente e concentrar-se em outra coisa parece impossível, só é preciso um pouco de espírito brincalhão para encarar esses exercícios. Como disse anteriormente num outro ensaio chamado de “o manifesto”, quando eu era comerciante de um pequeno mercado, costumava ficar nervoso frequentemente, ou por causa dos funcionários ou por causa da freguesia mesmo. Para passar meu nervoso me refugiava num lugar qualquer e fazia o máximo de flexões que podia, a exaustão me aliviava daquela pressão e em contrapartida ganhava uma silhueta satisfatória, quanto mais nervoso mais forte também ficava. Deu ótimos resultados e com o tempo fui desenvolvendo outros exercícios para me desligar principalmente dos problemas do trabalho, um deles é bem simples, contar de 100 a 0, isso mesmo, em ordem decrescente, em voz alta e o mais rápido que puder, sempre ouvi dizer que para passar o nervoso é só respirar fundo e contar até dez, mas isso parece piada, contando em ordem decrescente você precisa se concentrar e a velocidade exige um pouco mais de você, quando se der conta você nem se lembra mais por que estava nervoso ou o que o preocupava. O outro exercício é mais interessante ainda, ele deve ser feito à noite, antes de dormir, na hora do banho. Seria bom que enquanto toma banho fizesse outra atividade também, eu, por exemplo, aproveito o tempo para escovar os dentes e fazer a barba. O exercício consiste no seguinte: assim que entrar no banheiro apague a luz e feche os olhos também, prepare o seu banho na mais total escuridão, apenas sinta a água quente escorrer pelo seu corpo e tente lembrar de onde colocou cada objeto que você vai usar, faça movimentos vagarosos, concentrados, precisa ser preciso em seus movimentos, para não arranjar a desculpa de abrir os olhos ou acender a luz, tente entender que do começo ao fim você deve viver esse momento na total escuridão, é esse teu objetivo, numa noite aprazível depois de um trabalho duro nada melhor do que dar um descanso para os olhos, verá como eles não se sentirão tão cansados no dia seguinte, outra coisa é esquecer o medo, controlar o medo do escuro que as pessoas tem também é uma das metas deste interessante exercício, a concentração em cada etapa do banho fará você esquecer o medo e encarar a coisa como uma brincadeira onde não existe nenhum risco se você estiver bem concentrado. A memória fica mais aguçada, a confiança em si mesmo também fazem diferença no dia a dia, concentração, ou o despertar da consciência em cada momento, cada gesto e pensamento seu naquele momento do exercício. A hora do banho é talvez uma das poucas horas em que uma pessoa tem total privacidade e talvez seja por isso que grande parte das pessoas demorem tanto para cumpri-la, por isso que a despreocupação de ser interrompido num exercício tão rico é importante nesta hora, mas recomendo que a pessoa tente ser rápida, além de economizar, vai melhorar seu poder de concentração, pois precisa ocupar todo o espaço do tempo com alguma atividade no banho, deixe para descansar ou meditar quando chegar na cama. Outra coisa é sentir a dificuldade que os deficientes visuais possuem, um pouco de respeito ao próximo valoriza o seu caráter. Dar valor ao seu corpo e quanto é bom tê-lo perfeito. Respirar fundo, o tempo todo enquanto se esfrega, é bom também fazer massagem nas órbitas dos olhos para relaxá-los ainda mais. Quando você terminar e for dormir, terá uma noite tranquila e no dia seguinte acordará com uma disposição que você dirá a si mesmo que a dias não sentia-se tão bem. Faz parte dos estudos do ioga se concentrar nos movimentos do corpo, em sua dimensão, funcionamento, mas até você perceber o que quer dizer isso demora muito tempo, quando num exercício como esse é instantânea a conscientização do próprio corpo, depois quando você fizer ioga vai perceber melhor o que seu mestre quer dizer com os exercícios de respiração e permanecer alguns segundos numa posição que antes a única coisa que você sentia era dor.
Um outro exercício simples é observar a natureza, perceber o funcionamento perfeito, a estrutura de uma formiga minúscula, a cor do céu que muda a todo instante, as variações da temperatura, os diferentes tipos de plantas e todas as suas características, observar e meditar sobre cada detalhe é um exercício valioso de conscientização. Observar a natureza já é uma prece. Aliás uma prece, quando feita sem interesse, ou seja apenas agradecendo as coisas boas, a saúde, a família, a paz, uma prece feita com fins de agradecimento também é um exercício de conscientização, já que neste momento a pessoa para um pouco e pensa que na verdade a vida não é feita somente de buscas, de querer sempre mais, mas contemplar o que temos, o pouco que for e agradecer por isso.


Apenas para concluir mais uma vez: a ambição, o egoísmo, o amor, a religião, os vícios e as superstições são fatores que influenciam a razão, sabendo controlá-los torna-se mais fácil tomar decisões racionais. É por isso que chego a conclusão de que o ideal do ser humano é ser forte e independente, e ele assegura esta independência com o conhecimento. Pois no futuro a única ajuda que daremos aos mais necessitados será apenas a de ajudar intelectualmente, já que o homem vai perceber que desta forma não é possível corromper o ato de caridade com desvios de dinheiro e politicagem. É preciso repensar o ideal do ser humano, que é o de servir e não ser servido, servir a natureza. Rousseau, acreditava que o homem precisava dar mais valor aos ‘bens” da natureza do que os do próprio homem. Ele dizia que o homem deve buscar a ‘felicidade” na natureza e não nas coisas dos homens. Como pode ser que os animais conseguem sobreviver aos mais desfavoráveis meios e o homem que se diz racional tem que apelar a pedir sempre por um auxílio, exigindo necessidades das quais nem ao menos são fundamentais para a sua sobrevivência, é por isso que digo que o homem deve ser forte, para suportar os desafios da vida com razão e simplicidade, sabendo que não precisa se sacrificar para conseguir suas necessidades básicas, mas tirar da terra e recompensá-la em dobro, preservando-a, desta maneira também alcança a sua independência, não quero que todos virem selvagens, mas que possuam uma garantia, as pessoas podem servir a humanidade, ter um emprego, uma atividade lucrativa, mas também ter um conhecimento que abranja o maior número possível de atividades profissionais e culturais, podendo desta forma se garantir contra os imprevistos da vida. Temos inúmeros talentos e ainda mais oportunidades e meios de aprender alguma coisa nova, basta ter vontade e descobrir qual é o talento pelo qual temos mais vocação e trabalhar com afinco nesta atividade. A sensação de bem-estar está presente na garantia de que se você perder seu emprego pelo menos tem um talento do qual pode tirar o seu sustento. É sobre essa independência que escrevo, a de ter liberdade de escolha, fazer o que gosta e trabalhar em harmonia para se ter um mundo melhor, respeitando o melhor possível a natureza e seus semelhantes, sem nunca querer tirar vantagens ou destruir o que deve ser preservado.


Eis um questionário para despertar a consciência de quem está ainda num estado meio que inconsciente, são as perguntas, afinal, que despertam o sujeito para horizontes novos, vamos então a elas:
Sobre religião:
  1. Acredita em Deus? Por que?
  2. Acredita em vida após a morte? Por que?
  3. Qual é a missão do homem no planeta terra?
  4. Tem medo da morte? Por que?
  5. Está satisfeito com a sua religião ou tem algo nela que se contradiz e te incomoda?
  6. Deus e Jesus Cristo são as mesmas pessoas?
  7. Deus criou o planeta e o universo, mas quem criou Deus?
Pense nisso e procure tirar as suas dúvidas.
Essas perguntas são para serem respondidas com grande reflexão, usando o seu raciocínio mais lógico, e as vezes pesquisando nas enciclopédias ou perguntando para pessoas mais gabaritadas. A resposta não importa, o que importa é o entendimento próprio e que este o satisfaça. Qualquer sinal de insatisfação é sinal de que alguma coisa não está batendo de maneira lógica em sua mente.
Sobre superstição:
  1. Tem alguma superstição?
  2. Qual é a lógica desta superstição? Tente explicar de maneira razoável.
  3. Se não respeitar esta superstição o que poderá acontecer?
Sobre os vícios:
  1. Tem algum vício ou mania?
  2. Pode controlar este teu vício ou mania? Se não, por que?
  3. Tente explicar o prazer que este vício te traz, e se é possível viver sem ele.
  4. O quanto o seu vício é prejudicial a sua saúde?
  5. Este vício atrapalha a sua vida ou a vida dos outros?
Amor:
  1. Como vimos, algumas vezes o amor exige sacrifícios para ser provado, você é capaz de um sacrifício para provar o seu amor?
  2. Se o amor é um sentimento por que as pessoas estão o tempo todo tentando prová-lo? Essa força imposta no amor não seria como o instinto sexual, um sentimento forte sem limites apenas para a perpetuação das espécies?
Sobre o egoísmo:
  1. Você é uma pessoa egoísta ou oportunista?
  2. Tem pensado na sua família ou amigos ultimamente e como eles estão?
  3. Quando empreende um projeto pensa se vai atrapalhar a vida de terceiros?
  4. Procura reservar um pouco do seu tempo para estar com a família ou amigos?
Ambição:
  1. Tem alguma ambição? É capaz de qualquer coisa para realizar esse sonho?
  2. O que fará depois de realizado o seu sonho? Ficará satisfeito? Surgirão novos problemas? Ou usufruirá dele para o resto da vida?
Aí estão algumas perguntas para fazer as pessoas pensarem um pouco, e desta maneira compreenderem o mundo e fazer uma auto análise.
Religião. Agora uma pequena conclusão do que me pareceria o ideal: Como deveria ser uma religião? Sem rituais de espécie alguma, mas baseada no conceito de respeitar para ser respeitado, como se diz, não faça aquilo que não quer que façam contigo. Respeitar ao próprio corpo, devemos amá-lo cuidando de nossa saúde e poupando-o de esforços exagerados, respeitando seus limites. Deus, criador, nos deu também a capacidade de criar, podemos conceber criaturas iguais a nós, são nossos filhos, e o que queremos para os nossos filhos é o mesmo que Deus deve querer de nós, amor, respeito, queremos que nossos filhos aprendam sempre, se tornem pessoas de caráter, justas, e que futuramente possam também gerar seus próprios filhos, que esses honrem também o nome da família e façam deste mundo um lugar melhor. Analisando desta forma, percebemos que o objetivo da religião não é apagar nossos pecados, salvar nossas almas, e tudo de mais egoísta que houver. A religião deveria ser o foco para atingirmos nosso ideal, o seu papel é de doutrinar, ensinar o caminho para criarmos e principalmente respeitar a criação divina, que é tudo que vem da natureza, como herdeiros, devemos preservar nossa herança, que é o planeta, para que assim vivamos sempre em harmonia e paz, aprendendo sobre tudo, para evoluirmos tanto intelectualmente quanto espiritualmente.
O amor é um sentimento, não podemos prová-lo, nem obrigar ninguém a amar, deve ser respeitado como algo puro, uniforme em todos nós. Não existe ninguém que ame demais, o que existe é o desequilíbrio de alguém ou egoísta ou ambicioso demais que quer provar valores que não se provam. Ama-se ou não se ama, mas, também pode vir a algum dia este amor vir a ser despertado. O sentimento do amor é despertado com gestos, palavras que trazem simpatia, não com desafios mirabolantes ou presentes caríssimos. Há algo chamado Amor incondicional, mas convenhamos que é preciso de uma boa dose de pureza e humildade para alcançar este tipo de amor, neste mundo extremamente materialista seria uma raridade encontrar alguém que tenha esse amor sem condições, talvez estejamos evoluindo para isso. Precisamos nos entender para depois começar a entender o outro.
Ainda brigamos apenas porque alguém tem uma ideia ou opinião contraria a nossa, como dizia Voltaire: qualquer indivíduo persegue outro homem, um seu irmão, por ele não ser da sua opinião; e, não sendo da sua opinião, é um monstro. Naquela época o homem já vivia deste jeito. O que na verdade é algo tão pequeno, que poderia ser resolvido com um sentimento de respeito, podendo-se ser declarado as diferenças de opiniões apenas como forma de curiosidade e às vezes esclarecimento.
Superstições são uma série de tolices que inventaram em tempos medievais onde não era a razão que mudava a forma das pessoas pensar. Para você convencer uma pessoa a fazer qualquer coisa, apelava para o medo do azar e conseguia convencê-la. Por isso quando você se pegar numa atitude supersticiosa, reflita, pode estar prestes a cometer um ato inútil. Como por exemplo, dizem que passar por baixo da escada dá azar, realmente pode acontecer algo, já que debaixo de uma escada não é um dos lugares mais seguros para se ficar, mas é só isso, não é porque você passou por baixo de uma e nada te aconteceu que você vai ficar esperando algo de ruim acontecer com você até que aconteça, e diga para você mesmo: “foi por eu ter passado por baixo daquela escada!’.
Há a cultura do conhecimento, das tradições e a folclórica, as duas últimas tem uma o apelo religioso, a da tradição e o outro o da superstição que é o folclórico, crença em lendas e coisas que despertam medo, essas duas culturas devem ser separadas da cultura do conhecimento, que esta sempre em evolução enquanto as tradições e folclores são atrasadas e preconceituosas.
Vícios e manias de qualquer espécie são horríveis, devem ser encarados como fraquezas, lembre-se de que o ser humano deve ser forte e independente para se realizar, lute contra essa sua natureza primitiva e irracional que toma o seu tempo, estraga a sua saúde e te afasta de pessoas mais sinceras. Mas como o vício é algo muito forte, deve abandoná-lo de forma gradativa e consciente, consumindo o produto causador do vício cada vez menos até eliminá-lo por completo e perguntar a cada dia se pode consumir ainda menos no dia seguinte.
O egoísmo é uma luta solitária, mas é um instinto de preservação também, existe nos animais e nas crianças pequenas, basta você perceber quando se excede ou abre a mão demais, pois nos dois casos sai prejudicado, achar o equilíbrio é o ideal, mas também não é o mais fácil , depende de uma série de fatores e circunstâncias. Preservar o que é seu é uma atitude de zelo para você, mas para os outros pode ser interpretado como egoísmo, pedir que tomem cuidado com suas coisas, ou explicar por que não pode emprestar ou dar alguma coisa já é um bom começo. Parece que não, mas devemos dar satisfações quase sempre, é bom para evitar mau entendidos e assim contratempos que podem nos incomodar por dias sem fim.
Ambição, alguns dizem que ela possui um lado bom, pois estimulam as pessoas a transpor barreiras, ser mais arrojado, mas acho que não precisamos ambicionar nada, primeiro porque seja lá o que for que ambicionávamos, um dia vai se acabar, e segundo não sei se vale mesmo a pena desperdiçar o tempo com algo que além de não durar para sempre pode ainda trazer problemas imprevistos. Mas também depende muito do tamanho da ambição, ficar se enganando é um grande problema do qual ninguém tem culpa e só você mesmo é o grande enganador. Querer algo de forma obsessiva é perigoso, com consequências graves mesmo depois de possuí-lo.
O ideal do homem é ser forte e independente, compreende-se forte por ter uma saúde perfeita, e compreende-se independente por possuir conhecimento, explica-se: quanto mais conhecimento você tiver, mais oportunidades de escolha também, sabendo-se um grande número de coisas você não precisará depender de tantas outras, pois já possuí a independência necessária para resolver seus problemas. Agora porque o homem deve ter como ideal ser forte e independente? Simplesmente para ajudar seu semelhante a também sê-lo. Ajudar os mais velhos, as crianças, os doentes, deficientes, desafortunados. Assim podemos tornar esse mundo melhor, passando o conhecimento e as nossas experiências já é uma atitude de benevolência. O esclarecimento acaba com as superstições e tabus, que não possuem nada de construtivo e só denotam o intelecto atrasado de quem os difunde. E além do mais, ser forte e independente é o que nos ajudaria mais a cumprir o nosso verdadeiro ideal, que é o de criar.
Conclusão, o homem é livre quando respeita e é respeitado, pensasse que então ele é livre e pode fazer tudo que quiser, mas o querer também é uma prisão, livre do desejo de possuir, o homem pode considerar-se completamente livre, respeitando seus semelhantes ganhará a liberdade de ir para onde quiser. Respeitando a natureza e compreendendo-a terá então o seu sustento. Para sobreviver neste mundo não é preciso muito quando se percebe a sua fartura, pois no mundo sempre houve muita fartura, o problema é mais político que geográfico, basta o homem comum, ou mesmo o mais rude de todos eles saber que de um único grão de milho se faz uma planta, e que esta planta gerará mais mil sementes, que darão em outras plantas, mil, depois um milhão, um bilhão, e assim progressivamente, aliás, é por isso que o nome desta espécie de gramínea é milho. Então que digo que não há fome, pode haver vontade de comer, o que é diferente, existe uma falta de consciência e vontade, dizer que há fome com a fartura que a natureza nos dá é uma verdadeira falta de respeito para com ela. Já prevendo contestações, citei o milho apenas por ser um ótimo exemplo, não que o homem passe a viver apenas de milho, ou que algum contestador mais acomodado, venha ridicularizar uma ideia que não entende ou não quer aceitar. A sabedoria da natureza, que é perfeita e nos dá fartura, oferece a nós todos os meios para sobreviver com conforto, paz e saúde.


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